"Fazer escárnio das próprias ambições tende a ser muito cansativo."
Vos apresento o meu teatro, o meu pensar, o meu fazer, e a minha análise sobre o teatro feito. Este defeito congênito sem jeito que pulsa na veia contaminada do artista moribundo, vagabundo, esconjuro, deprimente, doente pela arte cênica. Serve para que eu pense enquanto ajo, serve de subserviente ao crente da arte sagrada e profana que engana quem se engana ao enganar os outros. Todo louco é um pouco artista. E o que importa? Ou bate a cara na porta, ou desista.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
PROCESSO DE CRIAÇÃO, SÁBADO DIA 22
Hoje a nossa tragédia experimental foi sobre um astro do Rock and roll que depois de sofrer grande decepção pelo baixo número de fãs no seu show (devido á chuva e a má localização do local) resolve correr pela Orla, da Barra até Itapuã ao encontro de sua fã n°1, aquela que nunca poderia ter faltado, mas que infelizmente faltou á sua apresentação. Por ter os pulmões fracos por conta da grande quantidade de nicotina que ingere diariamente, e por ter corrido tanto tempo embaixo de chuva forte, o nosso personagem acaba se fragilizando por conta de uma tuberculose aguda. No leito do hospital ele tem delírios com o seu cão, com os profissionais de saúde que lhe cuidam, e com sua mãe Mari.
Como de costume, lidamos todo o tempo com o conceito que supomos ser o do metateatro (por não acharmos conceituação mais apropriada), sempre recorrendo a ferramentas do teatro do Absurdo.
Penso que o nosso grande trunfo é utilizar a realidade ao nosso favor, brincar com as sinceridades da ocasião. Não nos preocupamos em criar ilusões para o publico. Pelo contrário, nossa diversão é compartilhar com o publico aquele momento de criação pura, compartilhar aquele suspiro de vida.
Como de costume, lidamos todo o tempo com o conceito que supomos ser o do metateatro (por não acharmos conceituação mais apropriada), sempre recorrendo a ferramentas do teatro do Absurdo.
Penso que o nosso grande trunfo é utilizar a realidade ao nosso favor, brincar com as sinceridades da ocasião. Não nos preocupamos em criar ilusões para o publico. Pelo contrário, nossa diversão é compartilhar com o publico aquele momento de criação pura, compartilhar aquele suspiro de vida.
domingo, 16 de maio de 2010
PROCESSO DE CRIAÇÃO, SÁBADO 15
Ontem, em nossa segunda apresentação no Gamboa Nova, a improvisação nos levou a construção de uma narrativa diversificada e contrastante, de forma que caso o espetáculo fosse dividido em dois atos teríamos dois universos completamente distintos, ainda que complementares e re-signifcantes um do outro.
No primeiro bloco desenvolvemos um raciocínio linear tragicômico sobre um motorista de táxi que é incumbido de levar a mãe de um de seus clientes a um asilo. Ao chegar a residência da senhora o homem se desentende com a velha ranzinza e quando percebe que esta lhe furou o olho com uma bengala ( ele usava um olho de vidro- uma gude- que guardava de sua infância feliz) o taxista acaba por assassiná-la. A partir de então o homem vira um verdadeiro serial Killer, matando um por um os parentes da velha a quem a principio ele visita para dar a notícia do falecimento do ente. Ele anuncia a cada parente que visita que tem uma notícia boa e outra ruim. Com censo de humor apurado, sempre brinca que a notícia má é que o seu carro passava pelo mar e caiu num despenhadeiro.
Foi na metade do espetáculo que as coisas se modificaram drasticamente e a peça ganhou um tom mais experimental e corpóreo em detrimento da comédia besteirol que vinha se estabelecendo até então. Investimos numa atmosfera mais densa, palavras desconexas, discursos ufanistas e de auto-ajuda repentinos, até retornarmos a antiga lógica com o tocar de um telefone. Nosso personagem taxista atendeu como se tivesse acabado de acordar, testemunhou ter sonhado coisas estranhas, e confirmou com o seu cliente que poderia buscar sua mãe e levá-la ao asilo. No caminho até a casa da senhora o seu carro cai num despenhadeiro e o espetáculo tem o seu fim.
Podemos classificar o espetáculo de ontem como uma comédia do absurdo, com pontos claros de meta-teatro e uma certa influência daquilo que chamam de stand-up comedy.
A platéia escolheu o nome do espetáculo exibido ontem: “OS DEVANEIOS DE UM ATOR E SEU PUBLICO”.
Á baixo o depoimento do produtor do espetáculo, Kadu Fragoso:
“Assistindo HOJE (15/10/10) este trabalho que ainda não consigo entender plenamente (e resolvi não querer entender mesmo"ainda") me senti angustiado a todo instante por não saber qual caminho será dado em cada seqüência cognitiva, apesar de estar envolto na produção do mesmo. Era uma mistura de prazer e desprazer contínuo. Perceber de fato que estamos devorando um leão em cada minuto, em cada suor, em cada refletor que é ligado (e desligado), em cada instrumento musical e por que não dizer corpóreo.
Não podemos esquecer da "baba"! rs Ela pode ser imprescindível e usada como plena lavagem da alma imunda que está afetada pelos caminhos mais fáceis e patéticos.
A figura da religiosidade de fato também me parece presente de maneira latente e acho que não podemos nos prender apenas a uma religiosidade (seja ela qual for) e sim as inúmeras inquietudes religiosas e crendices que correm a nossa natureza humana. Para que até mesmo o ATEU possa dizer: SOU ATEU, GRAÇAS A DEUS!
Então por que eu posso dizer: Sou artista (...tento...), "GRAÇAS A EU, EU E MAIS UMA VEZ EU!"
No primeiro bloco desenvolvemos um raciocínio linear tragicômico sobre um motorista de táxi que é incumbido de levar a mãe de um de seus clientes a um asilo. Ao chegar a residência da senhora o homem se desentende com a velha ranzinza e quando percebe que esta lhe furou o olho com uma bengala ( ele usava um olho de vidro- uma gude- que guardava de sua infância feliz) o taxista acaba por assassiná-la. A partir de então o homem vira um verdadeiro serial Killer, matando um por um os parentes da velha a quem a principio ele visita para dar a notícia do falecimento do ente. Ele anuncia a cada parente que visita que tem uma notícia boa e outra ruim. Com censo de humor apurado, sempre brinca que a notícia má é que o seu carro passava pelo mar e caiu num despenhadeiro.
Foi na metade do espetáculo que as coisas se modificaram drasticamente e a peça ganhou um tom mais experimental e corpóreo em detrimento da comédia besteirol que vinha se estabelecendo até então. Investimos numa atmosfera mais densa, palavras desconexas, discursos ufanistas e de auto-ajuda repentinos, até retornarmos a antiga lógica com o tocar de um telefone. Nosso personagem taxista atendeu como se tivesse acabado de acordar, testemunhou ter sonhado coisas estranhas, e confirmou com o seu cliente que poderia buscar sua mãe e levá-la ao asilo. No caminho até a casa da senhora o seu carro cai num despenhadeiro e o espetáculo tem o seu fim.
Podemos classificar o espetáculo de ontem como uma comédia do absurdo, com pontos claros de meta-teatro e uma certa influência daquilo que chamam de stand-up comedy.
A platéia escolheu o nome do espetáculo exibido ontem: “OS DEVANEIOS DE UM ATOR E SEU PUBLICO”.
Á baixo o depoimento do produtor do espetáculo, Kadu Fragoso:
“Assistindo HOJE (15/10/10) este trabalho que ainda não consigo entender plenamente (e resolvi não querer entender mesmo"ainda") me senti angustiado a todo instante por não saber qual caminho será dado em cada seqüência cognitiva, apesar de estar envolto na produção do mesmo. Era uma mistura de prazer e desprazer contínuo. Perceber de fato que estamos devorando um leão em cada minuto, em cada suor, em cada refletor que é ligado (e desligado), em cada instrumento musical e por que não dizer corpóreo.
Não podemos esquecer da "baba"! rs Ela pode ser imprescindível e usada como plena lavagem da alma imunda que está afetada pelos caminhos mais fáceis e patéticos.
A figura da religiosidade de fato também me parece presente de maneira latente e acho que não podemos nos prender apenas a uma religiosidade (seja ela qual for) e sim as inúmeras inquietudes religiosas e crendices que correm a nossa natureza humana. Para que até mesmo o ATEU possa dizer: SOU ATEU, GRAÇAS A DEUS!
Então por que eu posso dizer: Sou artista (...tento...), "GRAÇAS A EU, EU E MAIS UMA VEZ EU!"
domingo, 9 de maio de 2010
PROCESSO DE CRIAÇÃO, SÁBADO 8
Ontem, eu e a Equipe do espetáculo O Nórdico exibimos no Teatro Gamboa Nova o nosso PROCESSO DE CRIAÇÃO que consiste basicamente de Improvisação. Durante todos os sábados de maio criaremos um novo espetáculo a partir de frases ditas pelo publico. Um novo espetáculo a cada sábado, TOTALMENTE improvisado.
Ontem a improvisação teve um quê de humor ácido, crítico. Uma história metafórica de um jovem garoto bipolar, morador da rua 52 cuja tia era paraplégica. O garoto ficava intrigado pelo fato de presencear uma conversa de um burro (doutor) com um jumento (phd) perto da padaria onde comprava pão de todos os dias. O espetáculo de ontem abordou temas como o pré-conceito, a depressão e a obscuridade da mente humana.
Estaremos em Cartaz no Gamboa Nova até o fim do mês de maio, sempre às 17:00 hs.
Ator / performer: Thor Vaz
Designer de Luz: Nando Zâmbia
Músicos: Leopoldo Vaz Eustáquio e Tomaz Mota
A EQUIPE DE O NÓRDICO
Somos:
Tomaz Mota
Músico
Leopoldo Vaz Eustáquio
Músico
NANDO ZÂMBIA
Co Criador / Designer de luz
Thor Vaz
ator / performer, co Criador, dramaturgo

Kadu Fragoso
Produtor
terça-feira, 27 de abril de 2010
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