quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

GERAÇÃO DE OURO

Sob as bênçãos, conselhos, e olhos atentos da velha guarda, uma nova geração aos poucos vem conquistando espaço no cenário teatral baiano. Em sua maioria saidos da escola de teatro da Ufba, eles podem ser reconhecidos por suas idéias modernosas, sua quebra com antigos paradigmas e termos, além de seu incansável labor cênico. Á cada dia se configuram com mais segurança como artistas da terra, importantes para a cultura local e contribuintes para a evolução da pesquisa teatral como um todo, já que são estudiosos de grandes teóricos e desenvolvem suas próprias teorias. Não precisa ser medium para destacar alguns nomes futuramente responsáveis pela continuação de nosso tradicional teatro qualitativo e quantitativo:

Thiago Romero é um dos pilares do teatro contemporâneo na Bahia. Nascido no estado do Rio de Janeiro, causou frisson ao se mudar para Salvador trazendo consigo a cia Teatro da Queda, juntamente com sua estética de cores fortes, cabelos excêntricos e projeções de vídeo. É o diretor com maior número de montagens de dois anos pra cá, sua cia é responsável por uma fermentação constante promovendo audições e espetáculos teatrais. Sua última criação, CÓRTEX, foi sucesso de publico em duas temporadas no teatro Gamboa Nova.


Nando Zambia é ator, iluminador, "debatedor", e multi-instrumentista. Muitas das produções teatrais baianas têm a sua assinatura em uma dessas funções, ou em outras que ele inventa na hora, é o chamado "pau pra toda obra". É uma das personalidades destaques da cia Nata do Teatro, atualmente um dos grupos mais importantes do interior do estado.




Felipe Benevides é imigrante do interior do estado. Com o intuito de engressar na escola de teatro da Ufba veio á Salvador onde deu inicio a uma carreira promissora. De começo agarinhou a primeira colocação no vestibular para a escola. Agarinhou também o personagem protagonista após fazer audição para o espetáculo "Milagre na Bahia", do teatro XVIII, espetáculo dirigido por Rita Assemany e com Evelin Buchegger no elenco. Em seguida engressou no grupo Alvenaria, participando da primeira produção da trupe, no qual incorporou seu segundo protagonista, o complexo deus do vinho e das orgias, Dioniso.



Anderson dy Souza, desde que se formou pela escola de teatro em 2007 vem colecionando personagens de destaque e performances dignas dos grandes atores. Dono de uma interpretação segura e extremamente técnica ele deu vida a um transexual em "Avental todo sujo de ovo", integrou o elenco de Policarpo Quaresma (foto) sob direção de Luis Marfuz, e recentemente deu mostra de sua apurada técnica vocal ao interpretar o tio Jerúndio no infantil "Pluft, o fantasminha".

Laura Franco é atriz, diretora, cantora, compositora e maga do tempo. Como atriz esbanjou técnica e sensibilidade em seu solo “Rugas”, o qual também dirigiu. Dirigiu recentemente um outro solo, “Amanheceu”, com a atriz Juliana Bebé. Como compositora trabalhou em trilhas para o grupo Finos Trapos e para o grupo Alvenaria, o qual é uma das integrantes fundadoras. Laura é sobretudo uma pensadora de teatro, dona de uma consciência empreendedora cada vez mais fundamental no meio.









O teatro baiano está bem servido por mais outros 5 ou 6 prodigiosos nomes que eu só não destaco porque já é quase 3 da tarde e eu mal tomei café. Mas não há de faltar oportunidade de dar à César o que é de César.

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